domingo, 26 de dezembro de 2021

MENSAGEM PARA 2022


Esta é a nossa mensagem para o ano de 2022, feita em reflexão sobre a necessidade de construção de um novo tempo, diante da realidade caótica em que estamos vivenciando com a Pandemia de Covid-19, que veio desnudar e agravar um conjunto de outras pandemias e tantas outras injustiças e desigualdades sociais.

Nos inspiramos no grito de que VIDAS NEGRAS E INDÍGENAS IMPORTAM, porque aqui no Brasil, historicamente, são exatamente os povos indígenas e negros(as) que são exterminados continuamente ao longo da história, desde a invasão dos portugueses e, são as principais vítimas das desigualdades e também da pandemia.

Trazemos a Bandeira Whiphala, como símbolo e referência de luta dos povos originários, em especial dos Povos Indígenas da Bolívia. 

E por fim, trazemos um breve texto, inspirado na música Um Novo Tempo, de Ivan Lins.

Um Novo Tempo? Sim um novo e necessário tempo.

Pois, não estamos vivendo uma "normalidade", nem tampouco devemos nos propor a viver um "novo normal". Estávamos e estamos vivendo uma anormalidade.

E esta realidade nos convoca a estar em movimento, por transformações concretas !

sábado, 25 de dezembro de 2021

A história do Natal


Durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4º). Somente no século 5º foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Jesus Cristo.

O nascimento de Jesus não ocorreu no dia 25 de dezembro, como podemos ver no próprio texto bíblico (Lucas 2:8) que relata que Quando Ele nasceu “… havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.” Isto jamais pôde acontecer na Judéia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e [ainda mais à noite] os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noite, no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio (Lucas 2:1).

Os apóstolos e a igreja primitiva jamais celebraram o natalício de Cristo. Nem nessa data nem em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem nem instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe, sim, a ordem de atentarmos bem e lembrarmos sempre a Sua MORTE (1Co 11:24-26; João  13:14-17).

As festividades tidas como pagãs de Saturnália e Brumália (que aconteciam no período coincidente com o 25 de dezembro) estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade denominada de pagã.

Recordemos que o mundo romano havia sido “pagão”. Antes do século 4º os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos “pagãos”. Porém, com a vinda do imperador Constantino (no século 4º) que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com o paganismo, o mundo romano começou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos somaram a centenas de milhares.

Tenhamos em conta que esta gente havia sido educada nos costumes “pagãos”, sendo o principal aquela festa tida como idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria [carnal] muito especial. Agradava ao povo! Não queriam suprimi-la.”

Num artigo da “The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge” revela como Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4o (que tinham [pseudamente] se “convertido em massa” ao [pseudo] “cristianismo”) a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do Filho de Deus.

Assim foi como o Natal se introduziu em nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo, em espírito, a festa pagã de culto ao sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas por isto ela não deixará de ser lebre.

A Enciclopédia Britânica diz:

“A partir do ano 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitraica, o aniversário do invencível sol… os sírios e os armênios que eram adoradores do sol, apegando-se à data de 6 de janeiro, acusavam os romanos, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido inventada pelos discípulos de Cerinto.”

O Natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia, fundado por Nimrode, neto de Cam, filho de Noé. O nome Nimrode se deriva da palavra “marad”, que significa “rebelar”. Nimrode foi poderoso caçador CONTRA Deus (Gn 10:9). Para combater a ordem de espalhar-se:

– criou a instituição de ajuntamentos (cidades);
– construiu a torre de Babel (a Babilônia original) como um quádruplo desafio a Deus (ajuntamento, tocar aos céus, fama eterna, adoração aos astros);
– fundou Nínive e muitas outras cidades;
– organizou o primeiro reino deste mundo.

A Babilônia é um sistema organizado de impérios e governos humanos, de explorações econômicas, e de todos os matizes de idolatria e ocultismo.

Nos séculos 4º e 5º os “pagãos” do mundo romano se “converteram” em massa ao “cristianismo”, levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos, dissimulando-os sob nome cristãos. Foi quando se popularizou também a idéia de “a Madona e Seu Filho”, especialmente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.

A verdadeira origem do Natal está na antiga Babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano desde há muitos séculos! No Egito sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da “rainha do céu”) nasceu em 25 de dezembro. Os “pagãos” em todo o mundo conhecido já celebravam esta data séculos antes do nascimento de Cristo.

Outros Costumes que se somaram à data do Natal

A GUIRLANDA (coroa verde adornada com fitas e bolas coloridas) que enfeita as portas de tantos lares é de origem pagã. Dela disse Frederick J. Haskins em seu livro “Answer to Questions” (Respostas a Algumas Perguntas): “[A guirlanda] remonta aos costumes “pagãos” de adornar edifícios e lugares de adoração para a festividade que se celebrava ao mesmo tempo do [atual] Natal. A árvore de Natal vem do Egito e sua origem é anterior à era Cristã.”

Também as VELAS, símbolo tradicional do Natal, são uma velha tradição pagã, pois se acendiam ao ocaso para reanimar ao deus sol, quando este se extinguia para dar lugar à noite.

Papai Noel é lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5º. A Enciclopédia Britânica, 11ª edição, vol. 19, páginas 648-649, diz: “São Nicolau, o bispo de Mira, santo venerado pelos gregos e latinos em 6 de dezembro… conta-se uma lenda segundo a qual presenteava ocultamente a três filhas de um homem pobre… deu origem ao costume de dar em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau…”
Com o passar do tempo a sociedade de consumo passou a enfatizar como símbolo do natal, apenas o Papai Noel, a árvore, a troca de presentes, o perú da ceia de natal, etc, deixando em segundo plano a simbologia do nascimento de Jesus Cristo.


Uma reflexão...

Vemos às pessoas serem estimuladas a gastarem e a almejarem os presentes, a fazerem festas e mais festas, enquanto, esquecem por completo que a amizade, a partilha e a solidariedade deveriam ser demonstradas de forma cotidiana e permanente e não apenas em uma data específica.

Os que precisam de ajuda pra se levantar na vida, necessitam de mãos amigas todos os dias e não apenas de receberem doações no período natalino.

A caridade é uma virtude, que não está resumida ao ato de dar esmolas, até porque quando damos esmolas, é exatamente o que não nos faz falta, em essência nos livramos do que não precisamos.

Um exemplo cristão, por assim dizer (voltando ao sentido religioso da data), deve ser algo a ser demonstrado a todo o momento.

Descobri ainda criança que Papai Noel não existia, que era mentira e, isso não me deixou infeliz, do contrário, cresci sabendo que se algo deve ser trabalhado como símbolo da data, é exatamente Aquele que foi capaz de dar sua vida para que os outros entendessem sua pregação e pudessem ter uma vida diferente, Jesus Cristo.

Seria muito importante que às pessoas em geral (sobretudo os que se dizem cristãos), aprendessem que não é a mentira do Papai Noel, nem a árvore ornamentada, nem o consumismo da roupa nova, nem a maquiagem, nem o cabelo chapado ou o sapato novo, que representam a felicidade.

Uma reflexão bem feita fará com que se veja que os valores que faltam à humanidade para se construir um mundo de paz, não estão representados nas coisas materiais e sim na fraternidade, na solidariedade, no amor, na capacidade de compartilhar e no respeito ao outro.

Final de ano é época de reflexão, de renovação, de avaliar os aspectos positivos e negativos da construção diária da vida e, de nos propormos a sermos pessoas melhores no ano que se inicia.

COMO ME DEFINO


Meu nome é Libânio Francisco da Paixão Neto.

Nasci em Caruaru – Pernambuco, no dia 27 de agosto de 1967, me tornei cidadão do mundo em 1989.

Sou Filho de Maria Afonso da Paixão e João Francisco da Paixão.

Sou neto de Maria José da Conceição e Manoel Afonso do Nascimento, por parte de Mãe e, de Mariana Francisca da Conceição e Libânio Francisco da Paixão, por parte de Pai.

Sou pai de três filhos: Diego Andrade da Paixão, Pablo Guevara Andrade da Paixão e Victor Ernesto Silva da Paixão. 

Origem do Nome

A origem do meu nome (de acordo com pesquisas realizadas) tem algumas explicações.
Libânio (do Grego) quer dizer: INCENSO. Significa também: NATURAL DO LÍBANO, ou “o do Monte Líbano”.

Já Francisco tem origem Germânica e significa: GUERREIROHOMEM LIVRE. Na variação do Latim significa: AQUELE QUE NASCEU NA FRANÇA.

Por me identificar com a ancestralidade africana e indígena, escolhi utilizar os significados de Guerreiro em Kimbundu e na também na língua Tupi.

Em Kimbundu, MUKUOLUA significa, guerreiro. Já na língua Tupi, GUARININ, significa também guerreiro.

Por sua vez na língua Dzubukuá, do Povo Tuxá, que é de origem Kariri, pertence ao tronco linguístico Macro-jê, Arytinã significa Guerreiro.

Definição Etnica

Após um processo de reflexão sobre minha ancestralidade, me defino como Afro-Indígena.

Despertar para a Consciência de Classe

O despertar para as questões sociais, teve início em meados do ano de 1985 (quando tinha então 17 anos) com a participação em Grupos de Jovens e PJMP Urbana. 

Após conhecer de perto a pobreza e a miséria vivida pelos moradores e favelados do Morro do Bom Jesus (comunidade ligada ao local em que nasci e me criei) e, inspirado pelo ideal franciscano tomei uma decisão radical na minha vida, quando em 1986/87 passei a morar na própria favela, deixando família, trabalho e estudos, participando de um grupo de leigos, realizando atividades de Evangelização e de Comunidades de Base com crianças, jovens e adultos.

Já em 1989, tem início um processo de Formação Teórica e Prática, que me permitiu a tomada de Consciência Crítica, bem como a construção de uma Consciência de Classe, cuja influência se dá a partir da atuação no Movimento Sindical e no Partido dos Trabalhadores.  

A partir de então, minha trajetória se deu na PJMP e Comunidades de Base (CEB's), passando pelo Movimento Sindical, Popular e de Lutas pela Reforma Agrária, somado às lutas partidárias de esquerda, em ações na Defesa dos Direitos Humanos, na organização de ONG's e experiências comunitárias, além de atuação em Gestão Pública e no campo Parlamentar.

Ao todo, já são contados 36 anos (1985 a 2021) de militância e ativismo, dedicados a trabalhos sociais e comunitários nas mais diversas esferas e seguimentos, que se incorporaram aos objetivos e missão de vida. 

Experiência adquirida

Nesses 36 anos de atividades intensas e ininterruptas, foi possível aprender muito e desenvolver uma experiência nas seguintes áreas: Desenvolvimento Social, Planejamento e Gestão, Elaboração de Projetos Sociais e Culturais, Associativismo, Organização Social, Comunicação Popular, Metodologia de Formação Política e Sindical, Políticas Públicas de Cultura e Juventude, Gestão Pública e Gerenciamento de ONG's.

Identidade Sócio-Cultural/Ancestralidade

Nos últimos quinze anos (2006 a 2021) e, mais especialmente a partir de 2010, a minha trajetória de vida passa a ser prioritariamente voltada as raízes históricas e ancestrais, num processo de auto afirmação e de construção da identidade humana e cultural, que compõe a missão que justifica em uma dimensão maior a razão de viver.

Um ser de ideais

Considero-me uma pessoa de ideais libertárias, de esquerda, que tem um grande sonho que é o de ver uma sociedade livre, justa, igualitária, solidária e fraterna, onde as pessoas sejam valorizadas pelo que são e não pelo que possuem, onde seja preservado o bem mais precioso que existe no mundo: o ser humano, juntamente com a natureza; onde não haja espaço para intolerâncias, discriminações, racismos ou preconceitos; onde a vida seja valorizada e preservada em todas as suas dimensões.

Dedico-me por inteiro para cumprir com os meus objetivos de vida e sou daqueles que não tem medo de arriscar tudo para provar ser verdadeiro o que acredita.

Tenho Fé em Deus (o Deus de todos os povos e nações, o Deus de nossos ancestrais), na Vida e nas pessoas de boa vontade. Acredito que se nos dispusermos a eliminar o individualismo, o egoísmo e ambição desenfreada, a agirmos pensando no nós, no coletivo e na comunidade, poderemos construir um mundo melhor.

sábado, 6 de fevereiro de 2021

05 DE FEVEREIRO - DIA DE MARIA AFONSO

 

Minha mãe aos 65 anos

Minha Mãe, Maria Afonso da Paixão, pernambucana, natural de Caruaru, município do agreste do estado, nascida em 05 de fevereiro de 1932, filha de uma família de agricultores. Seu pai era Manoel Afonso do Nascimento e sua mãe Maria José da Conceição.

Cor: parda-clara, olhos castanhos, cabelos castanhos lisos, medindo 1,56 aproximadamente.

Profissão: agricultora, professora e depois comerciária.

Falecida a 09 de junho de 2005, às 05h30min, com 73 anos de idade.

Mulher zelosa com os filhos, o marido e a casa. Mulher batalhadora, que no silêncio sabia tomar decisões importantes.

Sua história de sofrimento tem relatos desde a infância, de uma infecção na perna que (mesmo depois de curada) lhe trouxe sequelas pelo resto da vida.

Já depois de ter os dois filhos (eu e minha irmã Cristiane), passou a sofrer de tempos em tempos de uma doença chamada "erisipela" que a deixava com a perna vermelha, com febre alta e por várias dias acamada. Algumas vezes formavam bolhas e passavam vários dias infeccionadas.

Foi o esteio de nossa casa e, junto com meu pai equilibrava a relação familiar.

Teve visão empreendedora quando iniciamos em casa uma mercearia, o que nos garantiu alguns anos de alívio financeiro.

Administrou vários momentos de crise financeira, onde chegamos a passar fome e, manteve a dignidade o tempo todo.

Lutou incansavelmente durante o período em que meu pai esteve doente, ficando ao lado dele até na última hora e, cuidando de tudo, casa, filhos, mercearia.

Após a morte de meu pai, não quis saber de outro casamento e dedicou sua vida aos filhos e posteriormente aos netos.

Sofreu por vários anos com problemas de vesícula e por último um câncer de mama (descoberto já em estágio avançado) que a vitimou.

Foi triste ver seu sofrimento no último ano e meses de vida com o avanço da doença e, mais triste ainda porque eu não estava morando em Caruaru e, me encontrava num momento de muita dificuldades financeiras e de turbulências na vida pessoal, o que me limitava em vê-la e me impedindo de lhe proporcionar uma melhor condição de vida.

Mais triste ainda é não tê-la aqui presente em nosso meio.

Fica a certeza do exemplo de mulher e de mãe que foi e sempre será, a minha Maria.
 
 
                                          VÍDEO EM HOMENAGEM A MINHA MÃE

Dedico esta homenagem a minha irmã, Cristiane Mery, a Lourdes Andrade, aos sobrinhos Renato e Crislaine, aos meus filhos Diego Andrade, Pablo Guevara e Victor Ernesto, e as demais pessoas que conviveram com minha Mãe.

 

 

 

 

 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

02 DE FEVEREIRO - DIA DE VICTOR ERNESTO

 

 

No dia 02 de fevereiro de 2001, há exatos 24 anos, nasceu às 15:10 horas, na cidade de Palmares/PE, VICTOR ERNESTO SILVA DA PAIXÃO, meu terceiro filho.

Quando o Victor nasceu eu estava numa outra fase de transformações em minha vida. 
 
Minha atuação estava concentrada na zona da Mata Sul de Pernambuco, especialmente no município de Água Preta. Morava em Palmares e estava em meu segundo relacionamento conjugal.
 
Os ideais de vida, as convicções e minhas ideologias permaneciam as mesmas de antes, más por força de circunstâncias, passei por alguns traumas, perdas e insucessos, onde acrescentava-se também algumas incertezas.
 
Em meio a esse clima conturbado, acabei não estando presente ao momento do parto, para dar a força necessária a Erotildes, sua mãe e minha companheira de vida e caminhada naquele momento.
 
Seu nascimento trouxe (à exemplo de meus outros dois filhos) muita luz pra minha vida e a tranquilidade que eu precisava naquele momento de turbulências.

Inspirado nessa luz, dei-lhe o nome de Victor Ernesto.
 
Victor, em homenagem ao poeta, cantor e compositor Chileno Victor Jara, preso, torturado e morto pelo Golpe Militar liderado por Pinochet no Chile em 1973.
 
Ernesto, foi mais uma vez em homenagem a Che Guevara, principal referência para a formação de minhas idéias e ideais de vida, que orienta minha trajetória social, política e humana.
 
Vivi com certa intensidade por praticamente seus primeiros dois anos de vida, cujas imagens registram momentos de brincadeiras e de grande aproximação entre nós.
 
Lamentavelmente não acompanhei de perto (como deveria) todo o seu crescimento, onde por força das circunstâncias da vida e de algumas "escolhas" acabei morando cada vez mais longe a partir de abril de 2005, quando me mudei para Recife e, posteriormente em 2010 quando passo a morar no sertão de pernambuco, lugar ainda mais distante.
 
Acompanhei (mesmo à distância) sua evolução e o momento mais difícil quando ainda criança passou por vários momentos de saúde, em que requereu de Erotildes, sua atenção máxima e que nos colocou por vários anos, o medo de perdê-lo devido à intensidade do problema.
 
Me alegra imensamente vê-lo nesta data, completar 24 anos de vida, o que me enche de orgulho.
 
Quero além de dizer o quanto o amo, desejar vida longa, com muita saúde, Paz, Axé e Luz  e, dizer que possa sempre trilhar pelos caminhos do bem, que aprenda os valores principais que devem orientar a vida de um ser humano, que é ter a capacidade de exercer a solidariedade, a fraternidade e o amor; a valorização da vida acima de qualquer outra coisa e a indignação diante das injustiças que são cometidas contra qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo.
 
Dizer ainda que Victor Ernesto é hoje um homem/menino que se caracterizou por uma alegria sempre presente, muito brincalhão e sorridente, além de um certo gosto por se arriscar, o que faz todos(as) ao seu redor gostarem de sua presença.
 
Com qualidades (de certa forma) diferente das minhas, é um vencedor, por ter resistido ao momento mais difícil, por ter se mantido com um caráter exemplar e por estar ao lado de sua mãe que tanto dedicou de sua vida para sua educação e crescimento.

Te Amo filho !